You are currently browsing the monthly archive for novembro 2010.
Sempre olhava para os meus velhos amigos e pensava… ‘onde será que nos perdemos?’
Era realmente bom ir para a balada sempre, beber, dar risada, beijar um monte de gente. Era…?
É claro que era. Não serei eu a hipócrita a dizer que não gostava de sair com os amigos aos finais de semana, me sentir desejada, querida e, muitas vezes, até disputada; saber que era só apontar e beijaria a mulher que eu quisesse, quando quisesse.
O tempo passa, a gente envelhece, engorda, experimenta os prazeres da vida a dois e nunca mais tem vontade de reviver a vida promíscua [por assim dizer].
Casei!
… E aguardo a certeza da outra parte de que seremos felizes juntas! Não tenho dúvidas sobre meus sentimentos, nunca tive. Não tenho medo! … Pode testar a minha conduta.
Sobre os velhos amigos… onde será que eles se perderam?
Será que se perderam?
Já não dá para calcular há quanto tempo somos só eu e ela. Se eu dissesse que estamos juntas há meses, seria duvidoso. Se dissesse que estamos juntas há anos, parecia estranho… há décadas seria impossível.
Importa que sejam dias, semanas, meses, anos ou décadas, tenho a impressão que nascemos no mesmo dia, fomos apresentadas, separadas-não-sei-porque-cargas-d’água e aqui estamos novamente… felizes!
E faz falta depois de dez minutos que foi embora…
Por tempos evitei vim até aqui para não causar inveja aos olhos alheios. Não queria ver nada destruído sem a plena certeza de que havia sido construído.
Após mais um aniversário na cama-pós-cirurgia, finalmente a tão sonhada casa própria chegou.
Finalmente após longos anos de espera, a tão esperada mulher-dos-sonhos veio para dividir comigo a vida… em sua totalidade.
Finalmente após terríveis dias de horror, me livrei do antigo emprego (não da forma como eu queria) e agora estou tentando me livrar do sentimento ruim que isso deixou.
Finalmente sou feliz… e devo tudo isso… a mim mesma!
